Os primeiros sintomas começaram na medida em que a doença foi se agravando, fui me sentindo sem esperança a cada dia que se passava.
José Eduardo dos Santos, aposentado, 56 anos conta sua experiência que teve aos 29 anos que o levou a uma forte depressão. Na época tive problemas de saúde, uma obstrução no intestino, fiquei 6 meses no hospital e passei por 4 cirurgias, comecei a entrar em tristeza profunda, estava sem esperança e com medo do futuro pois estava noivo e prestes a me casar. O meu estagio mais crítico foi na terceira cirurgia, em que os médicos disseram que não teria mais nenhum recurso para mim. Hoje posso dizer que me sinto 80% curado pois ainda tenho problemas com o local da cicatriz, quando pego algum tipo de peso sinto dores no local. Mas mentalmente pela fé que acredito me sinto curado por Jesus Cristo não tenho mais depressão e nem remorso do passado. Todos da minha família, minha noiva e amigos próximos, se viram afetados pela minha situação e se comoveram pois para muitos era impossível de haver solução. Hoje me sinto bem e muito agradecido pelo apoio que tive dos meu familiares em terem acreditado na minha melhora.
A depressão é uma área complexa, mas é uma área que tem vindo a crescer no esclarecimento do seu tratamento. Quase todos os dias novas informações são transmitidas, ajudando na orientação do nosso conhecimento e o que fazer. Independentemente das várias formas de intervenção e das diferentes respostas ao tratamento por parte das pessoas que sofrem com o problema da depressão, ainda assim a grande maioria pode e consegue aprender como reduzir de forma significativa os níveis da doença ou até mesmo um alívio total da angústia provocada por este terrível problema. As pessoas que podem obter grande alívio da depressão inclui todas aquelas que pensam que nunca irão conseguir ultrapassar os seus problemas pessoais e que consequentemente a sua depressão irá durar para sempre.
Uma jovem de 25 anos também passou por esse terrível momento de depressão durante e após o fim do casamento. Andreia silva, auxiliar de compras, mãe mulher e pai. O meu marido bebia muito e me agredia com palavras, a relação com ele já não estava boa desde que ele começou a beber e sempre cada dia mais. Até que chegou um ponto em que quase não o via dentro de casa ele passava as noites fora não dava assistência para os filho e nem para mim. Tive que me virar para não deixar meus filhos passar fome. Mesmo muito deprimida e fraca tive que tomar uma decisão de terminar essa relação que não me fazia feliz há muito tempo, mesmo amando ele. Aluguei uma casa para morar e dai em diante comecei a cuidar mais de mim, hoje estou me recuperando dessa fase horrível que passei mas tenho certeza que vou melhorar com a ajuda das pessoas que me amam.
A técnica de enfermagem de 49 anos Maria das Graças Monteiro diz que no estágio inicial à Pessoa pode ter perda de apetite podendo causar doenças como anorexia, desanimo e desinteresse pelas principais atividades do dia a dia. Quando a doença está em estágio mais avançado a pessoa tem recusa de ficar em ciclo social, sente fobia, se isola em local escuro e não gosta de muita conversa. A técnica de enfermagem indica o acompanhamento com profissionais da área da psicologia e psiquiatra e com remédios ante- depressivo.
ISOLAMENTO, SINAL DE DEPRESSÃO
Devemos nos atentar para as pessoas que ficam isoladas no canto, esse é um dos sintoma da depressão que se manifesta principalmente quando o sujeito começa a se distanciar demais das pessoas e prefere ficar sozinho em casa ou trancado no quarto, ao invés de jantar com a família ou sair com os amigos, prejudicando seus relacionamentos e sua vida social.
De acordo com a revista galileu, A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que a doença afete 121 milhões de pessoas. Para entender melhor a prevalência da doenças e as condições da população que ela atinge a Organização fez uma junção de estudos realizados em 18 países para montar um panorama global do problema. Os dados referentes ao Brasil foram colhidos na região metropolitana de São Paulo, em 2009: 5037 pessoas participaram do estudo, que mapeou outros transtornos relacionados à depressão como ansiedade, pânico e fobias. Os resultados indicam que 44,8% dos paulistas já apresentaram algum transtorno mental, com frequência de 29,6% no ano anterior à entrevista. Segundo uma das autoras da pesquisa brasileira, Maria Carmem Viana, professora do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), as estatísticas podem ser úteis para a criação de políticas públicas de prevenção e tratamento específicas para cada população.
Em entrevista com a psicóloga Alana Alves Ferraz de 25 anos, a depressão na maioria das pessoa é leve ou moderada, por isso, geralmente não compromete muito sua capacidade. O deprimido aumenta sua dificuldade, pois ele tem uma sensação de incapacidade muito grande. Para ele seus problemas são maiores e ele sente que não consegue mais resolve-los. A pessoa deprimida complica muito sua vida e torna-se muito sensível. As coisas que antes ele resolvia de maneira fácil, passam a se tornar complicadas. A depressão é referida como uma doença biopsicossocial. Tanto as causas físicas, como o desequilíbrio hormonal, certas patologias ou alguns medicamentos, que têm como efeitos depressões secundárias. Porém à depressão está relacionada à ausência de neurotransmissores: noradrenalina, serotonina e dopamina.Que são as substâncias químicas responsáveis por transmitir e manter o funcionamento dos impulsos neurológicos. Existem os casos em que a doença já está em estágio avançado e com isso as complicações são maiores. A psicóloga ressalva que devemos nos alertar mais, quando ela aparece linkada com a angústia, com a ansiedade e com muito sofrimento psíquico. O paciente Depressivo em um estágio mais avançado da doença apresenta uma grande sensação de vazio, tristeza profunda, irritabilidade, quase nenhuma ou até mesmo nenhuma capacidade de sentir prazer e felicidade na vida, desespero, memória ruim, desânimo, falta de energia tanto física quanto mental, apatia, insegurança, baixa autoestima, medo, negatividade e nas graves depressões podemos ver casos de alucinações e delírios.
Os métodos de tratamentos são vários, o mais utilizado é a terapia em conjunto com os antidepressivos, já que à terapia vai trabalhar no cérebro a parte do córtex pré-frontal, que envolve uma seleção de estímulos, aumentando assim o controle do paciente sobre suas emoções e os antidepressivos vão atuar em outra parte do cérebro regulando a atividade da região onde as emoções são geradas. As ervas sedativas como a camomila, a erva-cidreira e a aveia podem diminuir as tensões nervosas e elevar o estado de espírito. O processo de preparação do chá nestes casos, também faz parte do processo de cura. Da mesma forma, a lavanda, misturada com flores de borragem em preparações herbais pode ser um bom remédio natural para a depressão. A erva-de-São-João (St. John’s Wort) é a erva medicinal mais conhecida no tratamento de depressão. Alana Alves encerra a entrevista dando dicas de exercícios que ajudam a melhorar os sintomas e até mesmo prevenir a doença. Como diversos estudos já compravam à caminhada é um benefício muito grande na ajuda ao combate da depressão, mas não só a caminhada, como qualquer exercício tanto físico como mental, é de grande ajuda, combinado com ou outros métodos de tratamento, pois potencializam os efeitos, tanto dos antidepressivos como da terapia, fazendo com que à melhora do paciente seja mais rápida e efetiva.
ACUPUNTURA PARA TRATAR A DEPRESSÃO
De acordo com o site abc da saúde, uma forma de tratar a doença é a acupuntura, porém, estudos prévios com o uso da acupuntura foram inconclusivos devido a limitações metodológicas. Em pacientes que receberam acupuntura e psicoterapia continuaram recebendo o tratamento medicamentoso usual do cuidado padrão.
Os resultados evidenciam que tanto a acupuntura como a psicoterapia estão independentemente associadas a uma redução dos sintomas de depressão a curto e médio prazo, quando comparados com o cuidado padrão, não apresentando efeitos adversos relevantes. Os pesquisadores dizem que estas duas alternativas terapêuticas não substituem o tratamento farmacológico convencional, sendo, no entanto, ótimos auxiliares no tratamento da depressão.
O psicologo José parreira filho de 34 anos é bem direto no assunto e dá uma breve explicação sobre uma pessoa depressiva. Depressão é doença e precisa ser tratada, pessoas de ambos os sexos podem apresentar depressão A idade em que aparecem os sintomas da depressão é a do adulto, na faixa de 25 a 30 anos. Porém, crianças, adolescentes e idosos, também podem ser acometidos. Não se pode dizer ao certo a causa da depressão mas existem vários fatores para a doença. As características de uma pessoa depressiva é Tristeza e/ou irritabilidade persistente, inquietação, retraição social. Desânimo, cansaço, ansiedade, preocupação, insegurança, indecisão,
sentimentos de desesperança, pessimismo, alteração do apetite: excesso ou falta e conseqüente ganho ou perda de peso, idéias de morte ou suicídio,
Dificuldade de concentração etc...
As conseqüências da depressão são os prejuízos social, pessoal e psicológico.
Existem várias instituições que prestam auxílios aos depressivos, Centros de Atenção Psicossocial (CAPs): Esses Centros oferecem atendimento especializado para problemas psiquiátricos, como depressão, esquizofrenia, alcoolismo e dependência química. São serviços públicos de saúde mental, destinados a atender indivíduos com transtornos mentais graves. Esse serviço é uma substituição as internações em hospitais psiquiátricos, e tem como maior objetivo tratar a saúde mental de forma adequada, oferecendo atendimento à população, realizando o acompanhamento clínico, e promovendo a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho e ao lazer, a fim de fortalecer os laços familiares e comunitários. Para receber atendimento no CAPS, pode-se procurar diretamente esse serviço ou ser encaminhado pelo Programa de Saúde da Família ou por qualquer serviço de saúde. Depois é traçado um projeto terapêutico individual, construído de forma estratégica para atender as atividades de maior interesse para eles, respeitando o ambiente em que estão inseridos, e atendendo também as suas necessidades. O transtorno mental causa um sofrimento muito grande e podemos perceber que nesses momentos a família é o elo mais próximo que as pessoas têm com o mundo, por isso ela desenvolve um papel importante para seu o tratamento. O indivíduo encontra no serviço um apoio, no qual se estabelece uma relação de encontros com outros usuários e profissionais, mantendo-se diálogos relacionados às suas necessidades, desejos, histórias e conhecimentos específicos, trazendo uma troca de experiências, e principalmente um laço afetivo com os seus cuidadores.
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